Dupla jornada de trabalho da mulher: como melhorar essa relação?

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Para muitas mães, o dia começa às 6 da manhã e só acaba por volta da meia-noite. Cuidar dos filhos, da casa e ainda trabalhar é a realidade de muitas brasileiras, que, entre tantas tarefas, não têm tempo nenhum para cuidarem de si mesmas.

Essa é a dupla jornada de trabalho da mulher, que afeta a maioria da população feminina, especialmente depois do aumento da participação delas no mercado de trabalho.

Quer saber mais sobre esse fenômeno, seus efeitos e como reduzir seus impactos negativos? Continue a leitura do post!

O que é a dupla jornada feminina?

A dupla jornada feminina é um fenômeno cultural, em que as mulheres, ao conseguirem se inserir no mundo profissional, continuam sendo responsabilizadas pela maioria das tarefas domésticas e pela criação dos filhos.

Enquanto a participação feminina no mercado de trabalho — segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) — passou de 32,9% para 52,7% nos últimos anos, um estudo da Organização Internacional do Trabalho aponta que, em média, as mulheres se dedicam às tarefas domésticas o dobro do tempo dedicado pelos homens.

Quais são seus efeitos?

A sobrecarga de trabalho e responsabilidades têm efeitos nocivos não só sobre o corpo, mas também sobre a mente da mulher. Sem tempo para se dedicar a atividades prazerosas ou ao descanso, alguns problemas psicológicos podem surgir. Veja os mais comuns:

Depressão

Culpa, desesperança, fadiga e pessimismo. A depressão é um dos males do século e, com a dupla jornada como um dos fatores causais, atinge duas vezes mais as mulheres que os homens, segundo dados da Organização Mundial da Saúde.

Estresse

O estresse é uma resposta do corpo a situações extremas, podendo ser desencadeado, principalmente, pela sobrecarga de trabalho. Gera alterações de humor, irritabilidade, tensão muscular, dor no peito e insônia, dentre outros sintomas.

Ansiedade

A ansiedade é caracterizada por pensamentos obsessivos, preocupação excessiva, dor no peito, insônia, náusea e angústia. Pode vir por meio do estresse e está intimamente ligada a um estilo de vida desequilibrado.

Segundo a OMS, enquanto 42% das mulheres sofrem de transtorno de ansiedade, entre os homens, o número cai para 29%. É sintomático de uma sociedade desigual que tanto a ansiedade quanto a depressão ocorram mais entre o sexo feminino.

Como melhorar a qualidade de vida nesse cenário?

Agora que você já sabe quais são os malefícios de uma dupla jornada, quer descobrir como reduzir esse impacto? Confira nossas dicas!

Divida igualmente as tarefas

Uma das primeiras medidas para evitar a sobrecarga é uma mudança estrutural: as mulheres precisam ter suas responsabilidades domésticas divididas com os homens. Nos casos de mães, que cuidam sozinhas da casa, a ajuda de familiares ou até a divisão de tarefas entre os filhos mais velhos pode ajudar a diminuir sua dupla jornada, além de contribuir para a educação das crianças.

Pratique atividades físicas

Por mais que seja difícil inserir mais uma atividade em uma rotina já cheia, a prática de exercícios físicos é indispensável para dar mais disposição, melhorar a saúde mental e aliviar a tensão diária. Vale a pena priorizar e tentar inserir esse hábito, pelo menos, 3 vezes por semana.

Procure ajuda

Muitas vezes, os impactos de uma rotina sobrecarregada já começam a aparecer e as medidas preventivas não fazem mais efeito. Nesses casos, a melhor saída é procurar ajuda profissional, de um psicoterapeuta e psiquiatra, que vão ajudar a mulher a recobrar sua saúde mental.

Descanse

Separar um momento do dia para praticar um hobby, meditar, ler ou fazer alguma atividade prazerosa é um dos passos fundamentais para melhorar a qualidade de vida. Não é “frescura” ou preguiça, mas um autocuidado necessário.

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Dra Karine Cunha

Sobre

O blog Dra Karine Cunha oferece os melhores conteúdos dedicados à saúde mental.

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