Eletroconvulsoterapia: você já ouviu falar nesse tratamento? Entenda aqui!

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A vida moderna é repleta de cobranças profissionais, acadêmicas e pessoais, colocando os cuidados com a saúde mental em segundo plano. O resultado é o aumento dos distúrbios psiquiátricos, que podem atingir pessoas de todas as idades. Diante dessa realidade, a eletroconvulsoterapia se apresenta como um tratamento eficaz e seguro.

A eletroconvulsoterapia, também conhecida como ECT, envia estímulos elétricos para o cérebro, provocando uma crise epiléptica generalizada. Para garantir a segurança do paciente, o tratamento é aplicado mediante anestesia geral e uso de relaxantes musculares. Dessa forma, os sintomas são apenas cerebrais, sem sinais físicos.

O objetivo da ECT é equilibrar a produção dos neurotransmissores serotonina, noradrenalina, dopamina e glutamato, de forma a tratar doenças psiquiátricas, como esquizofreniadepressão e transtorno bipolar, entre outras. Confira mais sobre o tema nos itens a seguir.

Quando a eletroconvulsoterapia é indicada?

Em alguns casos, os remédios não fazem o efeito esperado ou, ainda, o paciente precisa de efeito mais imediato. A eletroconvulsoterapia é indicada principalmente quando:

  • há risco de suicídio;
  • os sintomas psicóticos se agravam;
  • os medicamentos não respondem como esperado;
  • em casos de pacientes que precisam evitar remédios, como gestantes, lactantes e idosos.

Além de tratar distúrbios mentais, a ECT é indicada também em pacientes com mal de Parkinson e epilepsia. 

Por outro lado, a eletroconvulsoterapia deve ser evitada nos seguintes casos:

  • quando há doença pulmonar grave;
  • pacientes com tumores cerebrais;
  • em risco de efeitos colaterais da anestesia geral;
  • infarto ou AVC (acidente vascular cerebral) recente.

Os efeitos colaterais mais comuns são: mal-estar, perda de memória recente, dor de cabeça, náuseas e desconforto muscular. O paciente deve relatar esses sintomas ao médico para que este avalie se há necessidade de suporte com medicamentos.

Quais os benefícios da eletroconvulsoterapia no tratamento de depressão?

A ECT apresenta cerca de 90% de eficácia, enquanto outros tratamentos funcionam em apenas 70% dos pacientes. Além disso, a taxa recidiva cai em pacientes que passaram pela eletroconvulsoterapia, em comparação aos que usaram remédios e outras alternativas.

Uma das maiores vantagens desse tratamento é o resultado rápido, que costuma ser percebido após cerca de oito aplicações. A segurança e acompanhamento próximo de um médico psiquiatra é outro grande benefício, visto que permite ao paciente estar sempre amparado.

Muitos pacientes com depressão apresentam dificuldade para dormir, manter uma rotina regular e seguir horários. Por isso, é possível que não sigam corretamente as indicações médicas para o tratamento padrão, cumprindo os horários de cada medicação.

Em geral, a eletroconvulsoterapia costuma ser indicada para tratamentos de depressão após duas tentativas de medicamentos sem sucesso. Além disso, é fundamental prosseguir o acompanhamento psicológico conforme a frequência estabelecida pela equipe médica.

Normalmente, a frequência das sessões de eletroconvulsoterapia é maior no início da terapia, seguida por aplicações de manutenção de curto ou longo prazo. Observando todas essas indicações e cuidados, o paciente pode esperar uma recuperação acelerada e eficiente, com poucas chances de recidiva dos sintomas.

Gostou desse conteúdo e acha que a eletroconvulsoterapia pode ser útil para você ou para uma pessoa próxima? Ficou com alguma dúvida e quer saber melhor como funciona esse tratamento? Entre em contato e deixe a sua mensagem.

Dra Karine Cunha

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O blog Dra Karine Cunha oferece os melhores conteúdos dedicados à saúde mental.

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