Entenda a relação entre noradrenalina e as perturbações depressivas

4 minutos para ler

Você sabia que a saúde mental humana está totalmente relacionada a substâncias químicas denominadas neurotransmissores, como a noradrenalina, adrenalina e serotonina? Caso os níveis não estejam adequados, diversos distúrbios aparecem, como ansiedade, pânico e até depressão.

Originalmente, os seres humanos são caçadores. Por esse motivo, o cérebro foi criado com alertas rápidos para preparar o corpo para a luta ou para a fuga. O problema é que o mundo moderno não exige a caça — agora as fontes de estresse não são ligadas a perigos físicos, e sim psicológicos e emocionais. Contudo, o cérebro ainda utiliza os mesmos mediadores químicos.

Dessa maneira, o coração acelera, as pernas se preparam para correr, há mudança no aporte sanguíneo, ou seja, o corpo se transforma totalmente. Por isso, caso os episódios de ansiedade e medo não sejam controlados, o organismo pode sofrer efeitos devastadores!

Para sair dos ciclos asfixiantes de sofrimento, é necessário um trabalho psicológico, a fim de entender por qual motivo se age mal frente a certas situações. Mas o controle da bioquímica cerebral também é essencial para a recuperação completa do indivíduo! Conheça agora a noradrenalina, qual sua função e sua ligação com episódios depressivos.

O que é noradrenalina e qual a sua função?

A noradrenalina, também chamada de norepinefrina, é um hormônio e um neurotransmissor. Isso significa que essa substância tem efeito tanto no cérebro, para a comunicação entre neurônios, como no organismo, para mudanças no funcionamento dos órgãos.

Ela age em situações de perigo, sustos ou emoções fortes. É ela que vai fazer o corpo reagir (lutar ou correr). São muitas as mudanças corpóreas que a liberação da noradrenalina desencadeia. Entre elas, estão aumento da frequência cardíaca e respiratória, aumento da pressão arterial e dilatação das pupilas.

Além disso, ela age na parte de atenção, memória de dados, aprendizado e processamento de informações. Seu nível muito elevado ou abaixo do ideal pode levar à perda de memória, dificuldade de concentração e redução da capacidade de aprendizado.

Quando produzida na glândula suprarrenal em excesso, a noradrenalina pode provocar alguns efeitos colaterais, como insônia, dores de cabeça, perda de apetite, cansaço, sensação de mal-estar constante e transpiração.

Existe diferença entre a noradrenalina e a adrenalina?

Sim! São neurotransmissores e hormônios diferentes. Ambas são produzidas no cérebro e na glândula acima dos rins, contudo, são células diferentes que produzem cada uma dessas sustâncias. Os receptores estimulados por elas também são distintos.

Elas têm funções muito semelhantes — ambas são liberadas em situações de estresse extremo como um mecanismo de defesa para o corpo. No entanto, atuam de forma independente uma da outra.

A adrenalina também causa mudanças corpóreas importantes, como aumento de pressão arterial, da frequência respiratória e da glicemia (açúcar no sangue), palidez, taquicardia, dilatação de brônquios e pupilas, vasoconstrição, tremores e suor excessivo.

Qual a relação dos neurotransmissores com condições psicológicas depressivas?

As irregularidades constantes na produção e liberação de neurotransmissores se traduzem em mudanças de estado de humor. Por isso, pessoas presas em pensamentos negativos, ciclos de lamentação e medo gerados pela ansiedade podem podem evoluir para um quadro de depressão.

A diminuição da quantidade de noradrenalina no cérebro é ligada à depressão, já que esse neurotransmissor é responsável por manter o corpo alerta durante o dia.

A terapia é essencial para identificar os motivos que levam a tais reações de inquietação e incapacidade frente a certos acontecimentos do dia a dia. Por outro lado, o tratamento farmacológico se faz indispensável para equilibrar os neurotransmissores e estabilizar o humor.

Dietas ricas em vitamina C, cobre, ácidos graxos e ômega 3 podem ajudar a repor os neurotransmissores em casos de déficit de produção. Tais nutrientes fazem parte da síntese de catecolaminas (como a noradrenalina e dopamina).

Você aprendeu o que é a noradrenalina, para que serve e viu a sua ligação com a depressão? Percebeu como é importante procurar uma ajuda profissional quando perceber alguns sinais? Siga nossas páginas no Instagram e no Facebook para acompanhar mais posts como esse!

Dra Karine Cunha

Sobre

O blog Dra Karine Cunha oferece os melhores conteúdos dedicados à saúde mental.

Você também pode gostar

Deixe uma resposta

-
Share This