Precisamos conversar sobre pensamentos suicidas

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A saúde psicológica costuma ser envolta por tabus, mitos e preconceitos. A dificuldade em lidar com o tema faz com que muitas pessoas encarem pensamentos suicidas sozinhas, sem buscar ajuda de amigos ou profissionais.

Esse isolamento pode agravar o problema e afetar toda a rotina da pessoa, que passa a ter ainda mais dificuldade para manter as responsabilidades diárias. Como consequência, o desenvolvimento pessoal e profissional é comprometido.

O primeiro passo para o tratamento é romper a barreira do medo de expor esses pensamentos. Para isso, a melhor arma é a informação. Pensando nisso, confira a seguir as principais perguntas e respostas sobre esse assunto tão importante e saiba como ajudar pessoas próximas a lidar com essa situação.

Principais dúvidas sobre pensamentos suicidas 

Como esses pensamentos surgem?

É importante entender que os pensamentos suicidas não são um sinal de fraqueza ou de falta de vontade de viver. Em geral, as pessoas que pensam em tirar a própria vida estão sofrendo bastante e há muito tempo tentam lidar com isso, mas sem conseguir enxergar uma saída. Dentro desse desespero, a morte parece a única solução.

Como identificar um comportamento suicida?

Pedir ajuda e expor esses pensamentos exige muita coragem, o que dificilmente ocorre quando a pessoa está no auge do sofrimento. Por isso, parentes e amigos podem observar o comportamento e tentar se aproximar, mostrando abertura para conversar sobre o tema.

Veja os principais sinais de um provável comportamento suicida:

  • depressão;
  • tentativas de suicídio no passado;
  • histórico de suicídio ou depressão na família;
  • conhecer alguma pessoa próxima que cometeu suicídio;
  • temperamento instável;
  • abuso de substâncias nocivas, como álcool e drogas;
  • dificuldades financeiras;
  • uma grande mudança negativa na vida.

Tem cura?

Nem sempre quem pensa em tirar a própria vida chega a realmente planejar ou executar o suicídio. Por isso, o apoio de pessoas queridas e a ajuda profissional são fundamentais e podem auxiliar essa pessoa a enxergar que existem outras soluções e a encontrar motivos e forças para buscar um tratamento.

Como ajudar um amigo nessa situação?

O primeiro passo é tentar enxergar essa pessoa querida em seu próprio mundo. Afinal, cada um sabe de suas próprias dores e seus limites. É importante evitar julgar e criticar a pessoa. Principalmente, acredite que o sofrimento é real e não se trata de frescura. Assim, esse amigo sente que pode se abrir e expor o que sente e pensa.

Com a comunicação aberta, lembre-se de reconhecer também os seus próprios limites. Por mais que um ombro amigo seja muito importante e ajude, nada substitui o acompanhamento de profissionais especializados. 

Você pode ajudar seu amigo a marcar consultas, pode dar carona e fazer companhia. Se possível, convide para passeios ao ar livre e para a prática de atividades físicas. Cuidar do corpo e da mente são formas de alterar o padrão de pensamento negativo por paisagens positivas. 

Agora que você já sabe como os pensamentos suicidas podem surgir e como o tratamento é possível, não tenha medo de falar sobre o tema caso você passe por isso ou observe pessoas próximas em sofrimento.

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Dra Karine Cunha

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O blog Dra Karine Cunha oferece os melhores conteúdos dedicados à saúde mental.

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